quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Provérbio Aborígene


"Somos todos visitantes deste tempo, deste lugar. Estamos só de passagem. 
O nosso objetivo é Observar, Crescer, Amar... 
e depois voltamos para casa."

PROVÉRBIO ABORÍGENE 

domingo, 7 de outubro de 2012

A transição planetária e nós

Texto de Trigueirinho, escrito em 2008 ao 'Jornal o Tempo',
sobre o momento de transição que nós, com a Terra, iremos passar num futuro próximo...


("Jardineiros do Espaço")
- Grande é o despreparo das pessoas para os momentos de emergência. E quantos saberão sobre a cura interior, conhecimento muito mais sutil?
Confiar na providência sem deixar de cumprir sua parte.

Se considerarmos a ideia pura que existe por detrás do trabalho de um soldado/bombeiro, poderemos compreender a postura requerida aos que se dispõem a colaborar com o plano evolutivo nestes tempos de transição.

Mesmo sem saber que tipo de situação enfrentará, o bombeiro tem de preparar-se para todas elas. Não as deve atrair, e tampouco criar expectativas, mas precisa estar pronto para ir ao encontro da necessidade. Deve estar alerta e responder de imediato à demanda. Para isso, esquece-se de si e dispõe-se a doar a própria vida para que a tarefa se consume. Sem medir esforços, faz da entrega o seu signo.

Em muitos indivíduos que se ofertam ao plano evolutivo, tais qualidades estão desenvolvidas em grau suficiente para que atuem como canais de energias superiores; porém, nem sempre estão preparados para agir adequadamente no plano físico.

Se uma tempestade se anuncia, o homem prudente fecha sua casa antes de sair para o trabalho. Se a maré está para subir, o pescador experiente arrasta seu barco para mais alto na praia. Por que deixariam ao encargo das energias o que a eles cabe realizar?

(Luz Supramental)
Quando no deserto Jesus foi instigado pelas forças involutivas a saltar do alto sob a alegação de que "os anjos o protegeriam e não deixariam que se ferisse", ele respondeu: "Não tentarás o Senhor teu Deus". Para reconhecer essa lei espiritual e cumpri-la é necessário discernimento. Enganosa é a ação daquele que, com uma pretensa fé no supremo poder das energias, age abusivamente, descurando daquilo que ele, e não a hierarquia, deve realizar.

Hoje o estar preparado não mais diz respeito só ao processo evolutivo individual, mas principalmente ao serviço que se deve prestar. Nesse caso, a omissão é tão perniciosa quanto a ação perpetrada em proveito próprio. E, em se tratando de momentos críticos, de carências gerais e de crises coletivas agudas, armazenar bens e proteger-se, tolhendo com isso o livre fluir da vida, é uma das grandes limitações à manifestação do desconhecido e imponderável.

Aos que tencionam colaborar com o plano evolutivo é pedido fundir a instrução "viver como os pássaros do céu e os lírios do campo" com a lei "não tentarás o Senhor teu Deus", ou seja, confiar na providência divina, sem todavia deixar de cumprir a parte que lhes cabe na obra cósmica.

O homem muitas vezes se esmera em salvar-se, construindo, por exemplo, abrigos anti-radioativos a fim de se preservar fisicamente; com isso, todavia, distrai-se do principal, que não é buscar a própria salvação material - e a dos seres a quem está coligado -, mas preparar-se em consciência para os momentos que se aproximam, assumindo o serviço ao plano maior que visa ao bem de todos e que trará situações imprevisíveis e soluções inéditas.

(SOHIN)
Alguns desencarnarão pouco antes dos momentos de caos generalizado, para nos planos sutis auxiliar outros, menos experientes, a ali ingressarem quando também deixem seus corpos densos. Grande é o despreparo das pessoas para os momentos de emergência. E quantos saberão algo sobre a cura interior, conhecimento muito mais sutil?

A oração deve converter-se em ação efetiva, como resposta clara à premência dos tempos e às ajudas que o cosmos envia à Terra. Não por temor ou compulsão, mas pela pureza de sua entrega à lei, o indivíduo reconhecerá os passos a dar e encontrará em seu interior a necessária fortaleza para avançar na senda do serviço e para ajudar seus semelhantes e os demais seres dos reinos infra-humanos.

A omissão é tão perniciosa quanto a ação em perpetrada em proveito próprio.


Para informações sobre Trigueirinho e o trabalho desenvolvido na Comunidade Figueira,  textos, palestras e, o trabalho de Oração junto a Mãe Divina, acessem:



(imagens recolhidas do trabalho de Bárbara Elias: Espaço Sohin e  Nilaya Art)


Carta do Chefe Seatle



No ano de 1854 o Governo dos Estados Unidos da América tentava convencer de todas as formas o chefe indígena Seatle, a vender suas terras. Como grande resposta, o chefe enviou uma carta ao presidente americano esclarecendo sua opinião, muito intensa, de fundamento espiritual, e sugestiva, que se tornou conhecida em todo o mundo. Decorridos quase dois séculos da escrita desta carta ao Presidente do Estados Unidos, suas lições permanecem atuais e proféticas, para todos aqueles que sabem enxergar em profundo a essência de seu ensinamento:


A Carta do Chefe Indígena Seatle




“O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o
mesmo sopro: o animal, a árvore, o homem; todos compartilham o mesmo
sopro. 
Parece que o homem branco não sente o ar que respira. Como um
homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro (…).

Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se
decidirmos aceitar, imporei uma condição: o homem deve tratar os animais
desta terra como seus irmãos (…)

O que é o homem sem os animais? Se os animais se fossem, o homem morreria
de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve
acontece com o homem. Há uma ligação em tudo.

Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de
nossos avós. Para que respeitem a Terra, digam a seus filhos que ela foi
enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem às suas crianças o que
ensinamos às nossas, que a Terra é nossa Mãe! 
Tudo o que acontecer à
Terra, acontecerá aos filhos da Terra. Se os homens cospem no solo estão
cuspindo em si mesmos!
Isto sabemos: a Terra não pertence ao homem; o homem pertence à Terra.
Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas, como o sangue que une uma
família. Há uma ligação em tudo.

O que ocorre com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não teceu
o tecido da vida: ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao
tecido, fará a si mesmo.

Mesmo o homem branco, cujo Deus caminha e fala com ele de amigo para
amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos
irmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos - e o homem
branco poderá vir a descobrir um dia: nosso Deus é o mesmo Deus! 

Vocês podem pensar que o possuem, como desejam possuir nossa terra, mas não é
possível. Ela é o Deus do homem e sua compaixão é igual para o homem
branco e para o homem vermelho. A terra lhe é preciosa e feri-la é desprezar
o seu Criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo do que todas
as outras tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos
próprios dejetos!

Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados
pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial
lhes deu o domínio sobre a terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é
um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam
exterminados, os cavalos bravios todos domados, os recantos secretos da
floresta densa impregnados do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros
obstruída por fios que falam. Onde está a árvore? Desapareceu. Onde está a
água? Desapareceu. É o final da vida e o início da sobrevivência.

Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa idéia
nos parece um pouco estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho
da água como é possível comprá-los?

Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de
um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa,
cada clareira, cada inseto a zumbir é sagrado na memória e experiência do
meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as
lembranças do homem vermelho...

Essa água brilhante que corre nos rios não é apenas água, mas a idéia nos
parece um pouco estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da
água como é possível comprá-los?
Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de
um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa,
cada clareira, cada inseto a zumbir é sagrado na memória e experiência do
meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as
lembranças do homem vermelho...

Essa água brilhante que corre nos rios não é apenas água, mas o sangue de
nossos antepassados. Se vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que
ela é sagrada, devem ensinar às crianças que ela é sagrada e que cada
reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da
vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz dos meus ancestrais.
Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas
canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês
devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus
também. E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a
qualquer irmão.

Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma
porção de terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é
um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A
terra não é sua irmã, mas sua inimiga e, quando ele a conquista, prossegue
seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se
incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa. 
Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto!

Eu não sei. Nossos costumes são diferentes dos seus.
A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez porque o
homem vermelho é um selvagem e não compreenda.

Não há lugar quieto nas cidades do homem branco. 
Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de folhas na primavera ou 
o bater de asas de um inseto. 
Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não compreendo. O
ruído parece apenas insultar os ouvidos. E o que resta da vida de um homem,
se não pode ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao
redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo.
O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o
próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros.”

Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma
porção de terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é
um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A
terra não é sua irmã, mas sua inimiga e, quando ele a conquista, prossegue
seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se
incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa.
 Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto...”



Como Dar Vida às Nossas Vidas



Há um antigo ditado japonês:
"Se houver relacionamento, faço; se não houver relacionamento, saio".

Um Mestre Zen, no final do século passado, fez a seguinte alteração:
"Havendo relacionamento, faço; não havendo, crio relacionamento".

Essa mudança de paradigma é extremamente importante. Devemos também lembrar que criar um relacionamento não significa, necessariamente, obter resultados imediatos, embora muitas vezes estes ocorram.

Novos relacionamentos em padrões antigos perdem seu significado. Precisamos criar relacionamentos a partir de novas maneiras de nos relacionar, de ver o mundo, de ser, de inter ser. Essa nova maneira pode, inclusive, recarregar de energia positiva antigos relacionamentos.

Para descobrirmos novas maneiras precisamos, primeiramente desenvolver a capacidade de perceber como estão nossos relacionamentos atuais.

Observe e considere meticulosamente a si mesmo. Perceba como está se relacionando em casa, na rua, no trabalho, no lazer. Perceba como respira, como anda, como toca nos objetos, como usa sua voz, como são seus gestos e como são seus pensamentos e os não pensamentos. Esse observar não deve ser limitante, constrangedor, confinador.

Apenas observe. Como você se relaciona com o meio ambiente, biodiversidade, reciclagem, justiça social, melhor qualidade de vida, guerras, violência, terror, paz, harmonia, respeito, garantia dos Direitos Humanos? Como você e o seu logos se relacionam entre si e em relação aos projetos de sucesso, de lucro, de desenvolvimento e progresso de sua organização?

Como está se relacionando com o mais íntimo de si mesmo, com a essência da Vida, com o Sagrado?

Será que é capaz de ver, ouvir, sentir e perceber a rede de inter relacionamentos de que é feita a vida? Percebe e leva em consideração, na tomada de decisões, a interdependência?

Tanto individualmente, como no coletivo, nossa participação e compreensão como estão? Será que estamos conscientemente vivendo nossas vidas e direcionando nossos pensamentos, ações e palavras para o sentido de mudança que queremos e sonhamos?

Mahatma Gandhi disse: "Temos de ser a transformação que queremos no mundo".

Geralmente pensamos no mundo como alguma coisa distante e separada de nós, mas nós somos a vida do universo em constante movimento. Podemos até dizer que o mundo somos nós. Nossa vida forma o mundo, é o mundo, não apenas está no mundo. Inclui todas as formas de vida e seus derivados e nos inclui neste instante, instante após instante. Há um monge chinês do século VII, Gensha Shibi , que dizia : "O Universo é uma jóia arredondada. Somos a vida desse universo em constante transformação. Nada vem de fora, nada sai para fora".

De momento a momento tudo está mudando, nós fazemos parte dessa mudança e podemos escolher, discernir qual o caminho que queremos dar a esse constante transformar. É por isso que digo que a transformação começa em nós. Na verdade vai além de apenas começar. É em nós. Nossa capacidade humana de inteligência e compreensão nos permite fazer escolhas. E o que estamos escolhendo?

Outra frase de Mahatma Gandhi:

"Quando uma pessoa dá um passo em direção à Paz, toda a humanidade avança um passo em direção à Paz."

A minha decisão, a sua decisão pode transformar ou influenciar a direção da mudança.

Há um sutra budista que descreve o mundo como uma rede de inter relacionamentos. Como se fosse uma imensa teia de raios luminosos e em cada intersecção uma jóia capaz de receber essa luz e emitir raios em todas as direções. Qualquer pequena mudança afeta o todo. Cada ser que se transforme em um ser de paz, de harmonia, de ternura, carinho e respeito pela vida em todas as suas formas estará sendo uma mudança viva e influenciando tudo e todos.

Qual o primeiro passo? Conhecer a si mesmo. Conhecer nossos mecanismos. O que nos afeta, nos incomoda? O que nos alegra? O que nos irrita? Como transformar a raiva em compaixão? Como transformar o desafio em competição leal, justa, empreendedora, enriquecedora? Sem nos preocuparmos com os créditos, se formos capazes de fazer o bem, não fazer o mal, fazer o bem aos outros estaremos transformando nossos lares, nossas amizades, nosso ambiente de trabalho, nossas organizações, nossas cidades, estados, países, nações, mundo... e a nós mesmos... no florescimento da Cultura da Paz.

"Estudar o Caminho de Buda é estudar a si mesmo. Estudar a si mesmo é esquecer-se de si mesmo. Esquecer-se de si mesmo é ser iluminado por tudo que existe. Transcender corpo e mente seu e dos outros. Nenhum traço de iluminação permanece e a Iluminação é colocada à disposição de todos os seres." (Mestre Zen Eihei Dogen - 1200-1253)

É importantíssimo que iniciemos este "estudar a si mesmo", já. Cada um de nós que perceber seu próprio mecanismo ficará em controle desse mecanismo e não mais à mercê de seus sentimentos e emoções, desejos e frustrações, puxado, empurrado, espremido e puxando, empurrando, espremendo - envenenados pela ganância, raiva e ignorância.

Imagine um mundo aonde podemos brilhar uns para os outros, sem ódios, mas com carinhoso respeito e terna compreensão. Percebendo nossas diferenças, aceitando a diversidade da vida e juntando nossas capacidades tanto intelectuais como físicas na construção desse verdadeiro Céu, Paraíso, Terra Pura, Shamballa de que falam as religiões, todas elas.

Cabe a nós, a cada um de nós criar esse relacionamento de carinho com a vida, de ternura com todos os seres, de compreensão, de sabedoria e compaixão para percebermos o Caminho Iluminado e o Nirvana permeando toda a existência.

Isso é dar vida à nossa própria vida!



Texto da Monja Coen Shingetsu




Perdoar é preciso!


Fazendo a releitura de um dos livros de Chico Xavier - grande figura humana - deparei-me com um ensinamento que faz muito sentido para o momento que vivemos:"Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor... Magoar alguém é terrível! Magoar vem do latim, maculare que significa contundir, ferir, pisar. Nos sentimos feridos quando alguém, mesmo que por ignorância sobre as Leis Divinas, mostra-se indiferente às nossas dores, aos nossos sentimentos, às nossas necessidades ou mesmo quando não reconhece as nossas boas intenções. 

A ofensa e a mágoa estão presentes em todos os tipos de relacionamento porque infelizmente ainda estamos muito vulneráveis aos vícios do mundo e, portanto, não agimos com o outro de forma cristã. 

Na grande maioria das vezes, é justamente aquele que está bem próximo de nós quem nos ofende, o que caracteriza o quanto nosso espírito está preso na matéria, ou seja, na "aparência". 

Na família, em um relacionamento íntimo por exemplo, é comum a dispersão entre as pessoas, por iludirem-se quanto a proximidade física, entendendo-a suficiente por estarem sob o mesmo teto. Assim, negligenciam aqueles que estão ao seu lado e externam a máscara do companheirismo, da solidariedade para o meio social. 

Mas não é esse o caminho. Somente estamos próximos uns dos outros, quando somos verdadeiros, quando estimulamos conversas edificantes e dedicamos algum tempo para observar a beleza daquele que compartilha sua vida conosco e as lições que nos trazem. 

Seja na vida pessoal ou não, o importante é compreendermos que, ainda que fiquemos tristes com uma determinada ofensa, nós ainda estaremos em vantagem sobre aquele que nos ofendeu. 

Isso porque cada um de nós carrega em si uma bagagem que levará consigo por toda a eternidade e, melhor analisando o pensamento do saudoso Chico Xavier, a lição que ele nos traz é a de "perdoarmos as ofensas". 

Ainda que venhamos a nos sentir tristes perante uma ofensa, o perdão nos liberta das teias da negatividade e do revide e, assim, nossa bagagem se manterá leve para que nossos passos continuem firmes na seara do Mestre. Ao passo que quem magoa assume dívidas e enganos a serem reparados, tornando seu processo de elevação espiritual muito mais lento. 

Ante qualquer ofensa, nos rendamos ao remédio do perdão para sermos agradáveis aos olhos do Pai e para amealharmos riquezas ao nosso espírito. 

Busquemos conhecimento, princípios morais e a sabedoria se manifestará em nossas vidas. Assumamos o mais breve possível a reeducação de nossos sentimentos, de nossas emoções. 

Tenhamos sempre em mente que alguns sentimentos nos levam, nos arrastam para caminhos de muita dor , ao contrário, DEUS nos eleva e nos preenche emocionalmente. 

Este é um convite para que a partir de hoje, dediquemos algum tempo à prática do perdão para que nossos corações se tornem cada vez mais puros. Perdoemos aqueles que nos magoaram consciente ou inconscientemente, aqueles que nos provocaram até que perdêssemos a paciência, perdoemos também aqueles que já partiram para o pátria espiritual. 

Mesmo em estado de profunda tristeza, peçamos socorro ao Pai, com Ele teremos a força necessária para perdoarmos e seguirmos nosso caminho, respeitando as lições do passado e confiando na grandeza e na alegria de novas experiências.



Adriana Aguiar Brotti 
(Recolhido do site STUM)

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A Vida - Por Madre Teresa de Calcutá


A vida


A vida é uma oportunidade, aproveita-a. 
A vida é beleza, admira-a. 
A vida é beatificação, saborei-a. 
A vida é sonho, torna-o realidade. 
A vida é um desafio, enfrenta-o. 
A vida é um dever, cumpre-o. 
A vida é um jogo, joga-o. 
A vida é preciosa, cuida-a. 
A vida é riqueza, conserva-a. 
A vida é amor, goza-a. 
A vida é um mistério, desvela-o. 
A vida é promessa, cumpre-a. 
A vida é tristeza, supera-a. 
A vida é um hino, canta-o. 
A vida é um combate, aceita-o. 
A vida é tragédia, domina-a. 
A vida é aventura, afronta-a. 
A vida é felicidade, merece-a. 
A vida é a VIDA, defende-a.
Madre Teresa de Calcutá


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Respeito aos animais

O respeito por cada forma de vida


Um homem é verdadeiramente moral somente quando ajuda a toda vida no que pode, e quando se esquiva de prejudicar qualquer ser vivente.

Não pergunta em que medida esta ou aquela vida merece seu interesse e simpatia, se tem ou não tem valor, nem indaga se e em que extensão ela é capaz de reagir. A vida como tal é que lhe é sagrada.

Um homem assim não arranca as folhas das árvores, nem as flores, e toma cuidado para não esmagar um inseto. Se, no verão,trabalha à luz de uma lâmpada, conservará fechada a janela e respirará o ar abafado e quente, para não ver insetos e mais insetos cair com as asas machucadas.

Se vai por uma rua após um aguaceiro e vê uma minhoca deixada na calçada pela água, sabe que logo será torrada pelo sol, se não puder alcançar a terra em que se possa abrigar, e a levanta da pedra mortífera e a coloca na grama...Não tem medo de que se riam dele como de um sentimental!

O erro da ética até o momento tem sido a crença de que só se deva aplicá-la em relação aos homens.


É destino de toda verdade ser objeto de ridículo quando exposta pela primeira vez. Era considerado idiotice se supor que homens negros eram realmente seres humanos e tinham que ser tratados com tal. O que uma vez foi considerado estupidez foi reconhecido como verdade.

Hoje em dia é considerado exagero se proclamar constantemente o respeito por cada forma de vida, como sendo uma séria exigência de uma ética racional!

Mas virá o dia em que as pessoas ficarão espantadas com o fato de que a raça humana existiu por tanto tempo antes de reconhecer que lesar uma vida irrefletidamente é incompatível com a verdadeira ética. Ética é, sem ressalvas, responsabilidade por tudo o que tem vida."



Albert Schweitzer

Filósofo, teólogo, médico, organista, escritor, músico, missionário na África e Prêmio Nobel da Paz



                                 



"A amizade é uma predisposição recíproca que torna dois seres igualmente ciosos da felicidade um do outro."
                                                                                                                            Platão




"Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seus semelhantes."

                                                                                                                   Albert Schweitzer



Ainda acredito em um mundo onde
as pessoas respeitem os animais e
a natureza como parte de suas vidas.

É triste ver o descaso que existe ,
animais são executados todos os dias
não falo somente dos casos de pessoas
matando e maltratando animais domésticos,
falo dos animais que diariamente são mandados para
os matadouros para que possamos ter um belo prato
de carne em nossas refeições.

Eles sentem a mesma dor que sentimos,
qualquer um deles quando domesticados
retribuem o amor.

Quando o amor falar mais alto do que o
egoísmo em nossas vidas,os animais
terão alguma chance de viver dignamente e em Paz.

                                                                                                                     Lucy Grisotto


O vídeo a seguir não precisa de comentários, não é mesmo?!