terça-feira, 8 de janeiro de 2013

"One Day" - Matisyahu - Life Vest Inside - Kindness Boomerang -


One Day

Sometimes I lay
Under the moon
And thank God I'm breathing
And pray
Don't take me soon
Cause i'm here for a reason

Sometimes in my tears I drown
But I never let it get me down
So when negativity surrounds
I know some day it'll all turn around
Because
All my life I've been waiting for
I've been praying for
For the people to say
That we dont wanna fight no more
There'll be no more wars
And our children will play

One day

It's not about
Win or lose
Because we all lose
When they feed on the souls of the innocent
Blood drenched pain
Keep on moving though the water's stay raging
In this maze you can lose your way (your way)
It might drive you crazy but dont let it phase you no way (no way)

Sometimes in my tears I drown
But I never let it get me down
So when negativity surrounds
I know some day it'll all turn around
Because
All my life I've been waiting for
I've been praying for
For the people to say
That we dont wanna fight no more
There'll be no more wars
And our children will play

One day

One day this all will change
Treat poeple the same
Stop with the violence
Down with the hate
One day we'll all be free
And proud to be
Under the same
Singing songs of freedom

One day

All my life I've been waiting for
I've been praying for
For the people to say
That we don't wanna fight no more
There'll be no more wars
And our children will play

One day
Oh

TRADUÇÃO

Um Dia

As vezes eu Deito
sob a lua
agradeço a Deus, estou respirando
e rezo
Não me leve logo
Pois estou aqui por uma razão

Às vezes em minhas lágrimas me afogo
mas eu nunca deixo isso me abalar
Por isso minha negatividade circula
Sei que um dia vai mudar
porque
Todo o meu viver estive esperando
Estive rezando
para o povo dizer
que nós não queremos mais nenhuma luta.
não haverá mais guerras.
que as nossas crianças vão brincar

Um dia x6

Isto não é sobre
vencer ou perder
porque todos nós perdemos
quando eles se alimentam nas almas dos inocentes
sangue encharcado de dor
continue indo embora, a agua entra em cena
neste labirinto você pode perder o caminho (seu caminho)
que poderia lhe deixar maluco, mas não deixe fazê-lo de modo algum.

Às vezes em minhas lágrimas me afogo
mas eu nunca deixo isso me abalar
Por isso minha negatividade circula
Sei que um dia vai mudar
porque
Todo o meu viver estive esperando
estive rezando
para o povo dizer
que nós não queremos mais nenhuma luta.
não haverá mais guerras.
que as nossas crianças vão brincar

Um dia x6

Um dia isso tudo vai mudar
tratar as pessoas iguais
parar com a violência
acabar com o sofrimento
um dia todo nós estaremos livres
e vamos se orgrulhar de ser
iguais
cantando canções de liberdade

Um dia x2

Todo o meu viver estive esperando
estive rezando
para o povo dizer
que nós não queremos mais lutar
não haverá mais guerras
e nossas crianças vão brincar

Um dia x6
Ooooooooooooooooooohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Oração da Manhã

Nasce mais um dia.
Aos poucos vamos abrindo janelas e portas, 
deixando a luz do Sol entrar.
Tudo vai ganhando contorno, dimensão, calor e vida.
Senhor, nós te agradecemos por este dia.
Abrimos nossas portas e janelas
para que tu possas entrar com tua luz.
Queremos que tu, Senhor, definas os contornos
de nossos caminhos, a dimensão de nossos
projetos, o calor de nossos relacionamentos e 
o rumo de nossa vida.
Pode entrar, Senhor, em nossas famílias.
Precisamos do "ar puro" de tua verdade.
Precisamos de tua mão libertadora
para abrir compartimentos fechados.
Precisamos de tua beleza
para amenizar nossa dureza.
Precisamos de tua paz para nossos conflitos.
Precisamos de teu contato para curar feridas.
Precisamos, sobretudo, Senhor,
de tua presença para aprendermos a partilhar e abençoar!

sábado, 17 de novembro de 2012

Por Que os Animais Sofrem?


Um Fracasso Ético da “Civilização Ocidental e Cristã”



O texto a seguir, de 1883, de Helena P. Blavatsky, mostra o saldo ético negativo  da chamada “civilização cristã” em relação aos animais, e especialmente em relação aos animais mais evoluídos,  os “irmãos  menores” da humanidade.

Com algumas boas e nobres exceções, entre as quais a principal é a  de  São Francisco de Assis e do franciscanismo, o cristianismo ainda hoje desculpa e “autoriza” o covarde massacre cotidiano de animais indefesos.
Nesta primeira parte do século 21, nossa civilização começa a despertar.   Os movimentos de defesa dos animais são cada vez mais fortes. O vegetarianismo  se alastra,  e a consciência ecológica permeia  vastos setores  do próprio cristianismo.   O texto de HPB, porém, permanece plenamente atual! 

 

Pergunta: É possível para mim, que amo os animais, obter mais poder do que tenho para ajudá-los em seu sofrimento?

R.  Um autêntico AMOR não egoísta, combinado à VONTADE,  é um “poder”  em si mesmo.  Aqueles que amam os animais devem mostrar sua afeição de maneira mais eficiente do que cobrir seus animais com fitas e levá-los para uivar e arranhar nas competições, em busca de prêmios. 

Pergunta: Por que os animais mais nobres sofrem tanto nas mãos dos homens? Não preciso entrar em detalhes ou tentar explicar esta questão. As cidades são lugares de tortura de animais que podem, por qualquer motivo, ser usados e abusados pelo homem! E esses são sempre os mais nobres.

R. Nos Sutras ou Aforismos de Karma-pa, uma seita que é um ramo da grande seita Gelukpa (capuz amarelo) no Tibete,  e cujo nome indica sua doutrina – “os que acreditam na eficácia do Carma” (ação, ou boas obras) – um Upasaka [1] pergunta a seu Mestre: “Por que o destino dos pobres animais mudou tanto ultimamente? Nunca um animal era morto ou tratado injustamente nas imediações de um templo budista ou outros templos na China, antigamente, enquanto hoje em dia eles são mortos e livremente vendidos nos mercados de várias cidades, etc.”  A resposta é sugestiva: 



“Não ponha a culpa na natureza por esta injustiça sem igual.  Não procure inutilmente por efeitos cármicos para explicar a crueldade, porque o Tenbrel Chugnyi (conexão causal, Nidâna) não lhe mostrará nenhum. É a indesejada vinda do  Peling (cristão estrangeiro), cujos três deuses ferozes  recusaram-se a dar proteção para os fracos e pequenos (os animais), que é responsável pelos sofrimentos incessantes,  e de fazer doer o coração, de nossos companheiros mudos.”



A resposta à pergunta acima está aqui em poucas palavras. Pode ser útil, ainda que mais uma vez desagradável, dizer a alguns religiosos que a culpa por este sofrimento universal é inteiramente da nossa religião e educação ocidentais.  Cada sistema filosófico oriental, cada religião e seita da antiguidade – ramânica, egípcia, chinesa e, finalmente, o mais puro e nobre de todos os sistemas de ética existentes, o budismo,  ensinam bondade e proteção a cada criatura viva, desde o animal e o pássaro até os seres rastejantes e mesmo o réptil. Só a nossa religião ocidental permanece em seu isolamento, como um monumento ao mais gigantesco egoísmo humano jamais desenvolvido por uma mente humana, sem uma palavra em favor ou proteção do pobre animal. Muito pelo contrário. Porque a teologia, enfatizando uma frase do capítulo jeovístico da “Criação”, interpreta-a como prova de que os animais, como todo o resto, foram criados para o homem! Portanto, a caça se tornou um dos entretenimentos mais nobres das classes superiores. 

Assim – pobres inocentes pássaros feridos, torturados e mortos aos milhões a cada outono, tudo em países cristãos, para a recreação do homem. Disso também surgiu a maldade, e freqüentemente a crueldade a sangue frio, durante a juventude do cavalo e do novilho, indiferença brutal com seu destino quando a idade os torna incapazes para o trabalho, e ingratidão após anos de trabalho duro para o homem e a seu serviço. Em todos os países que o europeu passa a  dominar,  começa a matança de animais e o seu massacre inútil.



 “Alguma vez o prisioneiro matou animais por prazer?”  perguntou um juiz budista numa cidadezinha fronteiriça na China, infestada de piedosos homens de igreja e missionários europeus, a respeito de um homem acusado de ter matado sua irmã. E, diante de uma resposta afirmativa, já que o prisioneiro tinha estado a serviço de um coronel russo, “um poderoso caçador diante do Senhor”, o juiz não precisou de nenhuma outra evidência e o assassino foi considerado “culpado” – com razão, como sua confissão posterior comprovou.

Deve o cristianismo, ou mesmo o leigo cristão, ser culpado? Nenhum dos dois. É o sistema pernicioso da teologia, são os longos séculos de teocracia e o feroz e sempre crescente egoísmo dos países ocidentais civilizados. O que podemos fazer?


Helena P. Blavatsky

Nota:
[1] Upasaka: discípulo.

"Minha Mente Para Mim é um Reino”



Minha mente para mim é um reino;
Encontro nela um bem-estar tão perfeito
Que supera qualquer outra bênção, 
Venha de Deus ou da natureza. 
Por mais que eu queira o que a maioria busca, 
Minha mente proíbe e afasta a ambição. 



Nenhum porto principesco, nenhum estoque de riquezas,
Coisa alguma para forçar a vitória;
Tampouco sagaz destreza para atenuar uma ferida,
Nem aparências para atrair um olhar afetuoso.
Não sou escravo de nada disso.  
Por quê? Minha consciência despreza esse tipo de coisas.  
Vejo que muitos com freqüência se excedem;
E os que escalam rapidamente –  logo vão despencar.
Vejo aqueles que estão no alto serem 
Mais ameaçados que os outros, por desgraças.
Eles conquistam com esforço e guardam com medo;
E tais preocupações minha mente não quer tolerar.


Prefiro não adotar uma atitude de orgulho; 
Não desejo mais que o suficiente,
E nada faço além do que posso fazer bem.
Tudo que necessito, minha mente me garante. 
Veja! Assim triunfo como um rei,
Com qualquer coisa tenho a mente contente. 
Eu não rio da perda que o outro sofre,
Nem invejo o ganho do outro;
Nenhuma onda do mundo pode agitar minha mente; 

Eu tolero bem o que é a ruína de muita gente. 
Não temo o inimigo, e nem bajulo o amigo,
Não detesto a vida, nem temo o meu fim. 
Minha riqueza é a saúde, e uma perfeita calma; 
E a consciência limpa é minha principal defesa;
Não uso suborno ou sedução para agradar, 
Nem me afasto de alguém para ofender e ferir.
Assim eu vivo, assim irei morrer, 
E gostaria que todos tivessem – esse jeito de ser!



Sir Edward Dyer (1543-1607) foi um poeta 
inglês cuja reputação está estabelecida,  segundo 
a Encyclopaedia Britannica (1967) “por 
um pequeno número de poemas que são 
atribuídos a ele com segurança, e foram 
feitos com grande destreza e musicalidade”.

Considera-se que Sir Edward foi um alquimista. 
Em seu livro “O Iluminismo Rosa-Cruz” 
(Ed. Cultrix-Pensamento),  capítulo três, Frances 
Yates diz que ele era discípulo  e John Dee. 
Ocultista bem conhecido, John Dee é mencionado em  
“Cartas dos Mahatmas Para A. P. Sinnett”, Carta 01. 
Durante quatro séculos, “Minha Mente Para  
Mim é um Reino” tem  sido  o mais famoso  
dos poemas de  Sir  Edward  Dyer.

A Religião Cósmica


"O Espírito Científico Propõe Uma Religiosidade Livre de Igrejas"
                                                                               Albert Einstein.


Todas as ações e todas as imaginações humanas têm em vista satisfazer as necessidades dos homens e trazer alívio às suas dores. Negar essa evidência é não compreender a vida do espírito e seu progresso. Porque experimentar e desejar são os impulsos primários do ser, antes mesmo de considerar a majestosa criação desejada.

Sendo assim, que sentimentos e condicionamentos levaram os homens a pensamentos religiosos, e os incitaram a crer, no sentido mais forte da palavra? Descubro logo que as raízes da ideia e da experiência religiosa são múltiplas. No homem  primitivo, por exemplo, o temor suscita representações religiosas para atenuar a angústia da fome, o medo das feras, das doenças e da morte. Neste momento da história da vida, a compreensão das relações causais mostra-se limitada e o espírito humano tem de inventar seres mais ou menos à sua própria imagem. [1] Ele transfere para a vontade e o poder desses seres as experiências dolorosas e trágicas de seu destino. Ele acredita mesmo poder obter sentimentos propícios desses seres através da realização de ritos ou de sacrifícios. A memória das gerações passadas lhe faz crer no poder propiciatório do rito para alcançar as boas graças de seres que ele próprio criou.

A religião é vivida antes de tudo como angústia. Não é inventada, mas essencialmente estruturada pela casta sacerdotal, que cumpre o papel de intermediário entre seres temíveis e o povo, fundando assim a sua hegemonia. Com frequência o chefe, o monarca ou uma classe privilegiada, de acordo com os elementos de seu poder e para salvaguardar a soberania no mundo, se atribuem as funções sacerdotais. Ou então se estabelece uma comunidade de interesses entre a casta política dominante e a casta sacerdotal.

Os sentimentos sociais constituem a segunda causa dos fantasmas religiosos. Porque o pai, a mãe ou o chefe de imensos grupos humanos, todos enfim, são falíveis e mortais. Então a paixão pelo poder, pelo amor e pela forma externa impele a imaginar um conceito moral ou social de Deus. O Deus-Providência preside o destino, socorre, recompensa e castiga. Segundo a imaginação humana, esse Deus-Providência ama e favorece a tribo, a humanidade, a vida, consola na adversidade e no malogro, protege a alma dos mortos. É este o sentido da religião vivida de acordo com o conceito social ou moral de Deus. Nas Sagradas Escrituras do povo judeu, manifesta-se claramente a passagem de uma religião-angústia para uma religião-moral. As religiões de todos os povos civilizados, particularmente dos povos orientais, se manifestam como basicamente morais. O progresso de um grau ao outro constitui a vida dos povos. Por isto desconfiamos do preconceito que define as religiões primitivas como religiões de angústia e as religiões dos povos civilizados como morais. Todas as simbioses existem,  mas a religião-moral predomina onde a vida social atinge um nível superior. Estes dois tipos de religião constroem uma ideia de Deus pela imaginação do homem.

Somente indivíduos particularmente profundos e comunidades particularmente sublimes se esforçam por ultrapassar esta experiência religiosa. Todos, no entanto, podem atingir a religião em um último grau, raramente acessível em sua pureza total. Dou a isto o nome de religiosidade cósmica, e não posso falar dela com facilidade, já que se trata de uma noção muito nova, e a ela não corresponde conceito algum de um Deus antropomórfico.

O ser experimenta o nada das aspirações e vontades humanas, e descobre a ordem e a perfeição, ali onde o mundo da natureza corresponde ao mundo do pensamento. A existência individual é vivida então como uma espécie de prisão, e o ser deseja vivenciar a totalidade do Ser como um conjunto perfeitamente inteligível. Notam-se exemplos dessa religião cósmica, nos primeiros momentos da sua evolução, em alguns salmos de Davi ou em alguns profetas. Em grau infinitamente mais elevado, o budismo organiza os dados do cosmos, que os maravilhosos textos de Schopenhauer nos ensinaram a decifrar. Ora, os gênios religiosos de todos os tempos se distinguiram por essa religiosidade diante do cosmos. Ela não tem dogmas nem um Deus concebido à imagem do homem; portanto nenhuma Igreja ensina a religião cósmica. Temos também a impressão de que os hereges de todos os tempos da história humana se nutriam com esta forma superior de religião. Contudo, seus contemporâneos muitas vezes os consideravam suspeitos de ateísmo, e às vezes, também, de santidade. Encarados deste ponto de vista, homens como Demócrito, Francisco de Assis, Spinoza se assemelham profundamente.

Como poderá transmitir-se de homem a homem esta religiosidade, uma vez que ela não pode chegar a nenhum conceito determinado de Deus, a nenhuma teologia? Para mim, o papel mais importante da arte e da ciência consiste em despertar e manter desperto o sentimento dela naqueles que estão abertos para isso. Estamos começando a conceber a relação entre a ciência e a religião de um modo totalmente diferente da concepção clássica. A interpretação histórica considera ciência e religião adversários irreconciliáveis, por uma razão fácil de ser percebida. Aquele que está convencido de que a lei causal rege todo acontecimento não pode absolutamente encarar a ideia de um ser que intervém no processo cósmico, e ao mesmo tempo refletir seriamente sobre a hipótese da causalidade. Não pode encontrar um lugar para um Deus-angústia, nem mesmo para uma religião social ou moral: de modo algum pode conceber um Deus que recompensa e castiga, já que o homem age segundo leis rigorosas internas e externas, que lhe proíbem projetar a responsabilidade sobre a hipótese-Deus, do mesmo modo que um objeto inanimado é irresponsável por seus movimentos. Por este motivo, a ciência foi acusada de prejudicar a moral. Coisa absolutamente injustificável. E como o comportamento moral do homem se fundamenta eficazmente sobre a simpatia ou os compromissos sociais, de modo algum implica uma base religiosa. A condição dos homens seria lastimável se tivessem de ser domados pelo medo do castigo ou pela esperança de uma recompensa depois da morte.

É compreensível, portanto, que as Igrejas tenham, em todos os tempos, combatido a Ciência e perseguido os seus adeptos. Mas eu afirmo com todo o vigor que a religião cósmica é o móvel mais poderoso e mais generoso da pesquisa científica. Só aquele que pode avaliar os gigantescos esforços e, antes de tudo, a paixão, sem os quais as criações intelectuais e científicas inovadoras não existiriam, é capaz de pesar a força do sentimento único que cria um trabalho totalmente desligado da vida prática. Que confiança profunda na inteligibilidade da arquitetura do mundo, e que vontade de compreender, nem que seja uma parcela minúscula da inteligência que desvenda o mundo, devia animar Kepler e Newton, para que tenham podido explicar os mecanismos da mecânica celeste, através de um trabalho solitário de muitos anos?

Aquele que só conhece a pesquisa científica por seus efeitos práticos vê depressa demais e incompletamente a mentalidade de homens que, rodeados de contemporâneos céticos, indicaram caminhos aos indivíduos que pensavam como eles. Ora, eles estão dispersos no tempo e no espaço.  Só aquele que devota sua vida à mesma finalidade possui uma imaginação que permite compreender estes homens, e aquilo que os anima,  que lhes estimula a força necessária para conservar seu ideal apesar de inúmeros fracassos. A religiosidade cósmica é pródiga em tais forças. Um contemporâneo declarava, não sem razão, que,  em nossa época, instalada no materialismo, reconhece-se nos sábios escrupulosamente honestos os únicos espíritos profundamente religiosos.

A religiosidade da pesquisa

O espírito científico, fortemente armado com seu método, não existe sem a religiosidade cósmica. Ela se distingue da crença das multidões ingênuas que consideram Deus um Ser de quem se espera benevolência e do qual se teme o castigo – uma espécie de sentimento exaltado da mesma natureza que os laços do filho com o pai -, um ser com quem também estabelecem relações pessoais, por respeitosas que sejam.

Mas o sábio, bem consciente da lei de causalidade que determina qualquer acontecimento, decifra o futuro e o passado, que estão submetidos às mesmas regras de necessidade e determinismo. A moral não lhe cria problemas com os deuses, mas simplesmente com os homens.

Sua religiosidade consiste em espantar-se e extasiar-se diante da harmonia das leis da natureza, as quais revelam uma inteligência tão superior que todos os pensamentos dos homens e todo o seu engenho não podem desvendar, diante dela, a não ser o seu nada irrisório. Este sentimento mostra a regra dominante de sua vida, de sua coragem, na medida em que supera a servidão dos desejos egoístas. Indubitavelmente, este sentimento se compara àquele que animou os espíritos criadores religiosos de todos os tempos.

Albert Einstein.


Nota:
 [1] Sobre o fato de Deus ter sido inventado pelos homens à sua própria imagem a semelhança, H. P. Blavatsky escreveu em “A Doutrina Secreta”, obra que parece ter sido detalhadamente estudada por Albert Einstein: “Em sua incomensurável presunção, e no orgulho e vaidade que lhe são inerentes, o homem criou o seu Deus pelas suas próprias mãos sacrílegas e com os materiais que encontrou em sua mísera substância cerebral, e o impôs ao gênero humano como uma revelação direta do ESPAÇO  uno e não revelado.” (“A Doutrina Secreta”, Ed. Pensamento, SP, edição em seis volumes, ver volume I, p. 77.) (Nota do boletim  “O Teosofista”).  

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Um dia se aprende



Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto... plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.


 William Shakespeare



terça-feira, 13 de novembro de 2012

Na Caridade


Aquele que está no ioga da caridade vê o Cristo acender-se no âmago do sofrimento.
Aquele que vive pelo ioga da caridade é atraído pela necessidade, assim como as aves são atraídas para o céu.
Aquele que sustenta o ioga da caridade transforma os fardos com a leveza do amor impessoal.
Aquele que transcende pela caridade vê em todo sofrimento uma manifestação da Lei em expansão.

Aquele que ama a caridade não recua diante do inesperado, pois sabe que Cristo o espera além do véu.
Aquele que ascende pela caridade usa como degrau o sacrifício de si diante da necessidade do outro.
Aquele que Me espera pela caridade Me encontra no serviço aos necessitados.
Aquele que Me aguarda em caridade Me encontrará no vestíbulo dos mais pobres.


Aqueles que se unem pela caridade têm no Bem-comum o seu tesouro.
Aquele que desperta pela caridade será como um recém-nascido despido de ilusões humanas.
Aquele que Me ama e vê em Mim a caridade amplia sua visão até ser levado a vislumbrar a Luz do Novo Horizonte.
Aquele que escuta com caridade reconhece a Lei por detrás dos discursos.

Aquele que foi tocado pelo sopro da caridade será impulsionado por Mim como um barco a um porto seguro.
Aquele que sente pela caridade assume em si Meu Coração e aí descobre uma fonte de Misericórdia.
Se em caridade viveres, viverás em Mim.
Se em caridade buscares, encontrarás em Mim.

Se em caridade despertares, Serei um farol em teu caminho.
Se em caridade servires, reconhecerás Minha Luz brilhando no centro dos corações aflitos.
Se em paz Me seguires, Meus passos se tornarão teu caminho.
Piedade, piedade, piedade.

Teresa de Calcutá